Impacto das alterações climáticas será pior do que o previsto, dizem cientistas franceses

Sereiazinha

Foto Erik de Haan/Flickr

AMBIENTE | Os investigadores alertam que a temperatura média global no fim deste século pode atingir os 7°C face à era pré-industrial. Meta dos 2°C só é atingida num dos cenários, o de cooperação internacional que dê prioridade ao desenvolvimento sustentável.

Uma centena de investigadores do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) francês lançaram o alerta esta terça-feira: as previsões sobre o aumento da temperatura no planeta provocado pelas alterações climáticas pecam por defeito. Se o anterior estudo de 2012 apontava para um aumento de 4.8º no ano de 2100 face à era pré-industrial, no cenário mais pessimista, o relatório agora apresentado vai mais além e fala de um aumento entre 6°C e 7°C.

Segundo a agência Efe, o relatório destes investigadores (ver dossier de imprensa) tem por base simulações de vários cenários desenvolvidos por climatólogos, oceanógrafos, especialistas da atmosfera e de cálculo, cujas conclusões servirão de contributo para o sexto relatório do Grupo Intergovernamental de Especialistas em Alterações Climáticas (IPCC), anunciado para 2021.

#Communiqué 🗞️ | La communauté internationale est engagée dans un important exercice de #simulations numériques du #climat, passé et futur. Ses conclusions contribueront au premier volet du sixième rapport d’évaluation du #GIEC, prévu en 2021. ➡️ buff.ly/32H0RdE

“Segundo o cenário mais pessimista (crescimento económico rápido alimentado por energias fósseis), o aumento da temperatura média global alcançaria os 6 ou 7 graus centígrados em 2100, mais um grau que as estimativas precedentes”, dizem os cientistas. Apenas num dos cenários estudados — o de cooperação internacional que dê prioridade ao desenvolvimento sustentável — seria possível limitar o aumento da temperatura a 2°C em 2100.

Independentemente do cenário socioeconómico utilizado, uma coisa é certa: as ondas de calor que assolam a Europa vieram para ficar nas próximas décadas, concluem os investigadores do CNRS.

Esta informação encontra-se no Esquerda

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