Líderes políticos catalães presos e acusados de rebelião

Manifestação em Barcelona

INTERNACIONAL | O Supremo Tribunal espanhol decretou prisão preventiva para os cinco acusados de rebelião que não estavam ainda presos ou fora do país. Também acusada, a secretária-geral da ERC, Marta Rovira, partiu para a Suíça. Milhares protestam nas ruas.

A decisão do juiz Pablo Larena não apanhou ninguém de surpresa, pois já esta semana tinha indicado que reunira indícios suficientes para a acusação de rebelião. Esta sexta-feira anunciou-a contra treze dos protagonistas do processo político pró-independência vivido na Catalunha nos últimos anos, que ocupavam postos de responsabilidade no governo e instituições políticas e também nos movimentos cívicos.

A argumentação do juiz para justificar uma acusação que pode implicar uma pena superior a 20 anos de prisão centra-se na ideia de que o processo político desencadeado pelo governo foi um processo violento. E refere o cerco às buscas policiais aos ministérios poucas semanas antes do referendo de 1 de outubro, quando milhares de pessoas se concentraram à porta das instituições catalãs em protesto contra a intervenção policial. “Os principais responsáveis por estes factos sempre tiveram consciência de que o processo terminaria com o recurso à utilização instrumental da força”, diz a acusação.

A prisão preventiva foi decretada para cinco dos acusados: Jordi Turull, que era o atual candidato da maioria JxCat/ERC a liderar o governo, a ex-presidente do parlamento Carme Forcadell e os ex-governantes Raul Romeva, Josep Rull e Dolors Bassa. Também acusada pelo crime de rebelião, a dirigente da ERC Marta Rovira antecipou-se ao anúncio da decisão e partiu para o exílio na Suíça.

“O exílio será um duro caminho, mas é a única forma que tenho de recuperar a minha voz política. É a única forma que tenho de me erguer contra o governo do PP, que persegue quem está a favor de votar, e que castiga quem tente mudar o que está estabelecido”, afirmou Marta Rovira, que liderou a campanha da ERC nas eleições de dezembro, na ausência do seu líder, Oriol Junqueras, preso desde novembro e agora formalmente acusado pelo juiz.

Para além dos 13 acusados de rebelião, há mais um dúzia de ex-governantes e deputados acusados de desobediência pelo Tribunal Supremo. Entre eles estão figuras do JxCat e ERC, mas também duas deputadas da CUP e um deputado da coligação Catalunya en Comú-Podem: Joan Josep Nuet, o coordenador da Esquerra Unida i Alternativa que integrava a Mesa do Parlamento dissolvido em outubro.

Informação tomada de Esquerda.net

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s