AGAL debate em Assembleia Geral proposta de confluência normativa

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LINGUA | A Assembleia decorrerá no sábado, 3 de dezembro, no Paço da Cultura de Ponte Vedra. O assunto central dos debates será o texto de confluência normativa entre a norma ‘clássica’ da AGAL e a ‘norma geral’ (AOLP). O Conselho propõe  “dar cabimento a todos os usos conscientes das pessoas que se exprimem na ortografia essencialmente comum do galego-português, independentemente de que uns poucos traços sejam mais ou menos convergentes com as normas afro-luso-brasileiras”.

A proposta apresentada  visa refletir num único documento “os usos ortográficos atuais da generalidade das pessoas reintegracionistas, assumindo que a variante internacional do galego ainda se está a elaborar e que só a prática e testagem da escrita em diversos contextos a irá assentando”.

Aliás, procura simplificar as regras “na medida do possível”, de modo a facilitar a escolha de formas ortográficas ou morfológicas “coerentes e válidas para qualquer sensibilidade ou preferências na hora de usar a língua”. Na prática, a ‘confluência’ implica que a AGAL assume (também) como própria a norma utilizada nos países de língua oficial portuguesa, comummente denominada entre nós ‘norma internacional’.

A proposta ortográfica da AGAL assenta na ideia de que, “antes do que prescrever”, deve servir de alicerce para o espalhamento da ortografia comum galego-portuguesa e para criar ferramentas pedagógicas e tecnológicas que facilitem o uso da língua escrita. Além disso, pretende servir de apoio “para reivindicar o reconhecimento da prática reintegracionista polos organismos públicos, assumindo que o que este documento contém é tanto português como galego”.

Segundo a própria entidade garante, a AGAL assume a premissa de que a modalidade internacional para o galego ainda se está a construir, “como de facto acontece com todas as línguas”. No entanto, é consciente de que em casos como o galego esta transitoriedade é mais acentuada, “dado que os galegos e galegas precisam de se comunicar com comunidades de falantes – da Galiza e do resto de países de língua portuguesa – que partem de hábitos ortográficos diferentes e possuem imaginários culturais diversos”.

O documento proposto adverte de que nos casos em que se fornecem várias opções se privilegia o uso de apenas duas: “a continuadora da normal AGAL na sua forma canônica e outra mais convergente com as fórmulas ortográficas e morfológicas maioritárias nos países de língua oficial portuguesa, que denomina “forma usada na Galiza” e “forma geral”.

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